terça-feira, 13 de novembro de 2007

Será que você intepretaria em minha carne crua o meu desejo?
Será que suspiros substituiriam as palavras?

Eu sinto tanto que nao sei como dizer...
Te quero com ternura, te amo simplismente.
Sinto falta da tua presença, daqueles risos tolos.

Nao preciso das tuas palavras, mas o teu silêncio é um abismo.

.... enquanto isso caminhemos de mãos dadas.

LB

"O amante de Lady Chatterley"

"E, como também ele se houvesse despido na frente, houve um perfeito colamento de epidermes ao dar-se a penetração. Mellors penetrou-a e ficou parado dentro dela, túrgido e palpitante, até perceber o começo do orgasmo de Constance - e não ritmou os movimento de vaivém. Frementes, frementes, como o palpitar da leve chama, leve e macia como pluma, as entranhas de Constance começaram a derreter-se lá dentro. Era como o som dum sino que, de vibração em vibração, sobe do vago ao apogeu. E Lady Chatterley não teve consciência dos gemidos e gritinhos selvagens que dava - que deu até o fim. Fim da parte dele, apressado demais, sobrevindo antes que ela acabasse - e Constance não podia acabar sozinha. Daquela vez tudo era diferente, diferente. Por si nada podia fazer. Não podia retesar-se para mantê-lo dentro de si até que o gozo sobreviesse. Só podia uma coisa, esperar - esperar mentalmente e gemer ao sentir que ele se contraía, se retraía, já próximo a escapar à sua sucção."

("O amante de Lady Chatterley", de D. H. Lawrence. Tradução: Rodrigo Richter)
Estranho observar a passagem do tempo
Olhar para trás, lembrar de momentos
Fechar os olhos e tentar reviver uma sensação
Como é sombrio os quartos que habita a memória
O que foi realidade aos poucos afasta-se,
trasnforma-se em pontos luminosos
misturados e desconexos...
Aos poucos a lembrança mistura-se ao que se parece com sonho

Quanto vale lembrar quando nao se pode mais sentir?
Aquilo que fomos passou enquanto passavamos ...

Fantasmas da realidade, hoje reconhecemos o vazio
Enquanto andamos ébrios, na boca um gosto de ressaca.

L.B
foda-se

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

“Pedro não reparara em Natasha não porque jamais esperasse vê-la ali, mas por causa de enorme mudança ocorrida nela desde a última vez que a vira. Ela estava mais magra e mais pálida. Mas não era isso que a tornara irreconhecível. Era impossível reconhecê-la à primeira vista porque naquela face, em cujos olhos antes sempre brilhara um sorriso secreto de alegria de viver, agora, quando ele chegara e a vira pela primeira vez, não havia sequer a sombra de um sorriso; eram agora olhos comuns – atentos, gentis, tristemente inquisitivos”.


Guerra e Paz.